segunda-feira, 9 de maio de 2016

Pipoca de micro-ondas. Conheça os principais motivos para não consumi-la!

Pipoca de micro-ondas. Conheça os principais motivos para não consumi-la!
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Ela é um pouco mais prática, tem um cheiro bem característico e pode até parecer, mas não é igual à convencional. Estamos falando da cada vez mais popular pipoca de micro-ondas. O que pouca gente sabe é que para a sua produção são necessários diversos procedimentos, como adição de substâncias sintéticas e preparação de uma embalagem específica que suporte temperaturas altas.
Vamos começar pela preocupação com relação à embalagem das pipocas de micro-ondas. As embalagens da maioria das comidas industrializadas prontas para consumo são especiais para impedir a absorção de água e gordura. Para que isso seja possível, elas levam componentes que são prejudiciais à saúde, como agentes perfluorados, que são considerados poluentes orgânicos persistentes(POPs) e podem ficar no ambiente por muito tempo até serem degradados.
Para que a gordura da pipoca de micro-ondas não passe para o exterior da embalagem, esses agentes atuam como impermeabilizantes. Os agentes são fatores de risco para o surgimento de câncer de próstata, problemas no coração, fígado, tireoide e no sistema imunológico, acidente vascular cerebral(AVC), diabetes, má formação do feto e alterações hormonais.
Outros problemas
Depois do problema presente na embalagem da pipoca de micro-ondas, existem outras questões que merecem atenção: o tipo de gordura e o tipo de aromatizante que são adicionados à pipoca durante o processo de fabricação.
A gordura adicionada na maioria das pipocas de micro-ondas atende pelo nome de palestra. Esse tipo de gordura não possui colesterol e contém zero de caloria. É empregada para substituir totalmente a gordura tradicional (que aumenta os níveis de colesterol como a gordura trans), que é adicionada aos salgadinhos prontos para consumo ou que necessitam de aquecimento, como é o caso das pipocas de micro-ondas. Isso deveria ser bom, certo? Mas o problema da ingestão da olestra está relacionado à redução da absorção de vitaminas e carotenóides presentes nestes alimentos. Por conta de uma reação que a olestra desencadeia no nosso corpo, as vitaminas A, D, E e K e os carotenóides são degradadas e não conseguem ser absorvidas em quantidades suficientes pelo organismo.
O aromatizante mais comum que é adicionado às pipocas de micro-ondas é conhecido como diacetil. Essa substância confere o “sabor queijo”, “sabor manteiga”, “sabor cheddar” às pipocas de micro-ondas. A inalação frequente de diacetil está relacionada ao desencadeamento de doenças respiratórias como bronquite e asma, além de existirem estudos que associam o consumo de produtos com diacetil ao desenvolvimento da doença degenerativa Alzheimer.
Outros problemas relacionados ao consumo de pipoca de micro-ondas industrializada envolvem o excesso de sódio e de gordura trans nesses produtos. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), marcas de pipoca de micro-ondas testadas apresentaram níveis superiores de sódio e de gordura trans com relação aos níveis recomendados pela Agência na Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) (saiba mais sobre gordura trans aqui).
Alternativas
No Brasil, é obrigatória a indicação da existência da gordura olestra em alimentos. Caso você não resista a uma pipoca de micro-ondas, existem marcas que não utilizam esse tipo de gordura.
A melhor alternativa é recorrer ao bom e velho milho de pipoca. Use poucas quantidades de óleo e sal e faça sua pipoca sem olestra, diacetil, gordura trans e excesso de sódio. Ela é mais saudável para você e para o ambiente.
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